Quem eu sou

ana fritschSou jornalista e consultora de estilo, com curso no Istituto Marangoni, em Paris, e especialização em Marketing e Design de Moda pela ESPM-RS. Sou editora de Cadernos Especiais no Jornal do Comércio e tenho a coluna De Salto Alto. A coluna semanal De Salto Alto trata sobre negócios ligados ao mundo feminino, tendências, moda, comportamento, design e o cotidiano das mulheres empreendedoras. Me formei em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em 2000.

Fiz minha faculdade de jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no final dos anos 1990. Naquela época, o mercado de moda não era tão desenvolvido no Brasil e as universidades também não haviam despertado para o ensino da moda.

Mas eu tinha um desejo antigo, uma paixão de infância, de trabalhar com moda, com estilo, com tendências.

Durante a faculdade fiz alguns estágios, incluindo o Jornal do Comércio, onde trabalhei pela primeira vez, e a Gazeta Mercantil.

Concluí meu curso, fui morar em Londres, onde pude mergulhar como observadora e consumidora em um dos universos fashions, dinâmicos e cool do mundo.

Vivi o sonho de estar na vanguarda, caminhando por aquelas ruas inspiradoras, visitando lojas, indo a brechós.

No período em que morei na Inglaterra amadureci a minha paixão pelo tema, mas ainda não tinha encontrado uma maneira clara de me encaixar naquilo que gostaria de fazer.

Voltei de Londres, trabalhei por um período no Jornal do Comércio, mas não fiquei muito tempo.

Optei por me envolver com as atividades de uma assessoria de imprensa, a da Braskem. Fazia a comunicação interna da empresa. Talvez tenha sido o período em que fiquei mais distante do que eu sonhava fazer.

Neste intervalo, até vendi roupas e assessórios por conta própria, para de algum modo estar próxima da paixão que me mobilizava.

Pensei e cheguei a uma conclusão óbvia: entendi que deveria estudar, me preparar tecnicamente para poder encontrar o meu lugar neste universo.

O primeiro curso que fiz foi o de consultoria de estilo, no Senac. O curso foi fundamental. Ali confirmei minha intuição sobre o que gostaria de ser, profissionalmente, e pude viver parte do encanto do que é trabalhar com moda. Tudo o que os professores falavam, estilistas que citavam, tudo eu estudava. Foi mágico.

Trabalhar com consultoria de estilo era o que eu queria fazer. Descobri isso no curso do Senac. Era uma forma de entrar um pouco na vida das pessoas, ajudá-las a compor o seu visual, a selecionar o que vestir a partir da identidade de cada cliente – enfim, um jeito de trabalhar com moda e a mesmo tempo ajudar as pessoas a se sentirem bem. Tive algumas cobaias. Minha mãe, primeiro, e em seguida uma amiga. Acho que ela gostou, pois continua sendo minha amiga e parceira de projetos ligados à moda.

Brinco chamando este serviço que faço de terapia do estilo!

No Senac, me aproximei de uma jornalista que trabalhava no Jornal do Comércio e era fotógrafa. Nós tínhamos sonhos parecidos.

Ao retornar ao Jornal do Comércio, um tempo depois, comecei a pensar em uma maneira mais concreta de como colocar o meu sonho em prática.

Eu e esta fotógrafa pensamos juntas em apresentar um projeto de caderno voltado à moda, para que o Jornal do Comércio comprasse a ideia de mergulhar no mundo fashion.

A forma de juntar jornalismo e moda no Jornal do Comércio seria pelo lado do negócio de moda, com algumas pitadas de tendências. Seria o Caderno de Estilo, Comportamento, Design, Consumo e Negócios de Moda do Jornal do Comércio. O setor crescia, as feiras e desfiles aumentavam em todo o País e a região sul se destacava.

Planejamos, entregamos a proposta, mas a ideia não foi adiante, até hoje.

Creio que ali, naquele momento, lancei a semente da provocação que me levou à coluna que o Jornal do Comércio me ofereceu, tantos anos depois.

O fracasso da tentativa me estimulou a estudar mais, não a desistir.

Busquei, então, fazer uma pós e escolhi a de Marketing e Design de Moda da ESPM. Ali me senti ainda mais segura. Conheci profissionais do mercado, aprimorei a minha visão sobre o negócio, estabeleci os primeiros contatos com quem já estava lutando por seu espaço no meio, o que foi de um valor imenso para eu constituir a minha rede de relacionamentos em um ambiente onde, acreditem, há muita competição…

Aprendi muito, mas destaco quatro tópicos, que sigo aplicando…

1.   As roupas são apenas o elo mais evidente de uma indústria complexa, o elo que chega ao consumidor; é preciso entender toda a cadeia;

2.   O planejamento é indispensável, em todos os aspectos;

3.   A busca por informação de moda e sobre moda é um processo que não tem fim;

4.   É preciso desenvolver a sensibilidade para entender e projetar tendências.

O curso na ESPM me abriu a mente, ajudou a entender a dinâmica do mercado, mas eu ainda não havia encontrado uma forma de aplicar o meu conhecimento.

Foi quando escolhi fazer um curso de consultoria de estilo no Istituto Marangon, em Paris. Creio que ali tenha ocorrido a virada.

Em Paris, respirei moda, conheci várias pessoas do mundo e, principalmente, formatei a minha visão sobre como fazer consultoria de estilo.

Este é o ponto em que começa o meu envolvimento direto com a moda. Entrei pela porta da consultoria de estilo. Acho importante sublinhar que, desde o início, usei o meu conhecimento jornalístico para complementar o meu trabalho como consultora.

De que forma? Basicamente, com as habilidades de editar informações, perceber o que é mais interessante, destacar o que é mais relevante. A habilidade com a produção de textos também foi fundamental para criar um diferencial no meu trabalho de consultora.

Quando planejei o meu trabalho em consultoria, minha primeira decisão foi criar um blog, o Ana Fritsch Vida & Estilo. Nunca tive o sonho de ter um blog de moda, mas reconheço que este é o sonho de muita gente que tenta encontrar o seu caminho entre moda e jornalismo.

No blog, canalizo a minha visão sobre moda e estilo, noticio lançamentos, acompanho tendências – na verdade, conduzo jornalisticamente o blog para que ele permita que as pessoas interessadas no meu trabalho como consultora de estilo também fiquem por dentro das tendências e lançamentos.

O blog é mais um cartão de visitas do que faço na área de consultoria, é a ferramenta que encontrei para me relacionar com o mercado e expressar a minha sensibilidade sobre o mundo fashion, sobre o que acredito, no que aposto, o que aprendi neste período.

O meu trabalho como consultora de estilo encontrou um mercado e hoje me sinto muito feliz com o trabalho que tenho desenvolvido.

À medida que fui realizando consultorias, fui construindo uma marca pessoal de relação com o tema.

Penso que isso possa ter ajudado o Jornal do Comércio a ajustar a visão sobre a moda. Como editora de Cadernos Especiais, planejei e lancei o caderno JC Mulher, com o qual temos o compromisso de tratar de comportamento feminino, mas onde sempre damos um jeito de encaixar a moda.

O JC Mulher está inspirado no primeiro projeto que eu havia apresentado e que tinha sido recusado, o que mostra o valor da persistência. Persistir, neste mercado de jornalismo e moda, é estratégico. 

É um caderno comercial, é claro, mas me sinto orgulhosa com o resultado que temos alcançado, principalmente pelo olhar sensível a novas tendências. Estar antenado é outro atributo que trago do jornalismo e me aproxima do mundo da moda.

A parte final desta história é a coluna De Salto Alto. Depois de várias experiências, a coluna é o espaço que encontrei para poder falar de moda e um jornal especializado em economia, com um público majoritariamente masculino e interessado em negócios. A coluna tem o compromisso de falar sobre empreendedorismo feminino, tendências, comportamentos e negócios de moda. Vale a pena dar uma espiada, segue o endereço: http://jcrs.uol.com.br/desaltoalto.

 

Serviços de consultoria de estilo:

Análise do Estilo

Ajuda a nos conhecer melhor e a conciliar o que gostamos de usar ao que podemos usar.

  • Express: uma hora de conversa para aprimorar seu estilo, trazendo tendências e dicas.
  • Aprofundada: duas horas de conversa e um segundo encontro de uma hora. A cliente apresenta uma necessidade e recebe como resposta uma solução sobre como conciliar tendências e estilos pessoais.

Guarda-roupa

A arrumação do guarda-roupa é fundamental para ganhar tempo na hora de se vestir e economizar dinheiro comprando muitas peças novas. Este serviço dura em média de 4 a 5 horas.

Ocasiões especiais

Casamento, formatura, viagem, reunião de trabalho. O encontro dura uma hora e resulta na indicação de uma sugestão de look. Se necessário, podemos ir às compras no modelo de Personal Shopping.

Personal Shopper

O acompanhamento no shopping pode ser feito para uma ocasião especial ou em parceria com Análise de Estilo Aprofundada ou ainda com a arrumação do Guarda-Roupa.

  • Express: uma hora de acompanhamento no shopping para adquirir as peças previamente combinadas com a cliente.
  •  Aprofundado: de três a quatro horas de acompanhamento no shopping. Este serviço é feito após a Análise de Estilo Aprofundade e a arrumação do Guarda-Roupa.