Prada Valvigna: arquitetura e natureza

Em 1998 o Grupo PRADA adquiriu um lote no município de Terranuova Bracciolin, província de Arezzo. A área pertencia a uma antiga fábrica de telhas de concreto – Cementegola – abandonada muitos anos antes. As plantas
do local, construído na década de 1960 apresentavam edifícios e construções com ausência de planejamento urbano.
O Grupo PRADA procurou o arquiteto Guido Canali, que já havia projetado duas fábricas – Montegranaro e Montevarchi – para elaborar uma planta que atendesse às demandas de produção, com escritórios, refeitório, entre outros, sem prejudicar o espaço e meio-ambiente. Reconstituir uma paisagem degradada e amenizar o impacto sobre ela: essa foi  a intenção do Grupo PRADA, posta em prática por Guido Canali .
O trabalho no local foi de determinação e planejamento. Edifícios foram projetados e construídos, árvores foram plantadas e o projeto melhorado, conforme as obras seguiram adiante. Graças à Guido Canali, o local foi foco de debates e desenvolvimento. A “construção Verde” foi o foco do projeto do início ao fim, mantendo-se presente até os dias atuais. Da redução do consumo de energia pelo uso de painéis solares e  reutilização de calor e água da chuva até variação do volume de ar distribuído  e  iluminação LED. As características do edifício revelam o rigor  estabelecido na construção, combinado com as mais modernas tecnologias.
O novo edifício foi concebido para manter as necessidades das pessoas que vivem ao redor de Valvigna, levando em consideração a preocupação com o meio-ambiente. Para Valvigna, Guido Canali desenvolve e traz à tona vários temas recorrentes de seu trabalho, já explorados nos dois projetos anteriores para Montevarchi e Montegranaro, que, juntamente com a nova sede, são agora definidas como “fábricas verdes”.
“Com Guido Canali, desenvolvemos uma ‘visão comum’ de como interpretar a fábrica e o ambiente de trabalho, com foco em três princípios fundamentais: respeito aos trabalhadores e seu trabalho, interpretação sinérgica do conceito de qualidade; e reconhecimento da importância dos detalhes como expressão da eficiência e da cultura do trabalho – e não da estética como um fim”, afirma Patrizio Bertelli, CEO do Grupo PRADA. Bertelli acrescenta: “PRADA e Guido Canali foram precursores de tal ética, ao longo de vinte anos de colaboração. Ambos introduziram espontaneamente esses princípios em um momento da história em que a consciência desses valores ainda não havia sido reconhecida como um dever moral. A sede industrial em Valvigna, na Toscana, representa uma incorporação desses princípios. O edifício respeita o lugar a que pertence; gera eficiência responsável e sustentável; e alcança o equilíbrio entre a sua arquitetura e o ambiente natural ”.
Valvigna abriga a divisão de produção e o desenvolvimento das coleções de artigos de couro PRADA e MIU MIU, os armazéns de matérias-primas, arquivos históricos das coleções de artigos de couro e calçados, os escritórios de serviços gerais e administração industrial, além de um auditório , áreas de sistemas e o centro de processamento de dados do Grupo PRADA.

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